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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Novidade

Galeraa...

Juntei o conteúdo de todos os meus blogs e deu nessa nuvem de tags aqui ao lado >> Como  toda escolha requer perdas também, acabei ficando sem os comments e tendo de colocar abaixo as datas correspondentes...mas, creio que assim vai ser tudo mais fácil, rs.

Espero que curtam...

Fiquem na PAZ. 

Changes


Sabe,

Ontem, olhei aquele vestido dos meus sonhos na vitrine da loja 102. Está feio, velho e em um mostruário ridículo. Será que ainda o quero?

- E ainda há dúvida?

É que, mesmo com toda feiura, restou-me o açúcar do sonho de tê-lo. Esse sabor é mais fácil de se desfazer. Lembro-me de como ele era lindo. E logo, caio na dúvida.

Mas, é só olhar de novo para a vitrine, que vejo que está como chiclete passado.

Não. Não o quero mais.

[Tudo muda. Embora algumas coisas não findem, mudam, certamente. E é engraçado como algumas perdem completamente o tom, o glamour, o efeito reforçador em nós. É como os vestidos que você queria quando criança e hoje nem lembra mais que um dia quis.]


03/02/09

Mudanças


É hora de parir.
Mudar é um parto. Normal.


04/02/09 

O Outro Pingo do I

O "i" tem um pingo.
Eu sou o outro pingo do "i".
O incorreto, o incerto, o cheio de dúvidas.
Ando devagar, ando a divagar...ando no ar.
E tô aqui...do lado errado.
De repente, eu descubro minha função.
Ou de ponto final, ou de início de reticências, ou de rabisco poético.
Por enquanto, sou o outro pingo.
Por enquanto, sou.
Por enquanto.
Por.
P. .


27/02/09

Amém

Que o medo não nos impeça. Que a lágrima não nos afogue. Que a casa não desabe. Que o raio não caia sobre nós. Que a lama não nos inunde. Que o piche não finque em nossos pés. Que a vergonha não nos paralise. Que o erro não nos mate. Que os limites não nos sufoquem. Que o mal não nos vença. Que a fraqueza não nos domine. Que a vida não nos abata. Que os problemas não falem tão alto em nossa alma. Que a alegria mande em nós, não tanto quanto o equilíbrio, a fé e a prudência, mas que mande. Que sejamos bons. Que sejamos melhores sempre. Que sejamos bons, mesmo com tudo que pode estar mal em nossas vidas e mesmo com tudo de mal que pode haver em nós. Que sejamos bons, por acreditarmos que existe alguém que nos melhora. Que sejamos bons, porque Deus não apenas visita, mas Deus habita em nosso ser. Que a descrença não nos sucumba. Amém.


28/02/09

Adoro Quando Chove


A chuva limpa. Limpa as ruas, limpa alguns becos, limpa a cidade. A chuva leva. Leva o lixo pra outro canto, leva a lama, leva o palito de picolé já não-utilizado. A chuva enche. Enche o buraco de água, os becos de pingos, a cidade fica tapada.

Mas, e pra onde vai o lixo? A chuva leva, não sei pra onde.
E pra onde vai o palito? A chuva leva, não sei pra quem.
E pra que os becos cheios? A chuva enche, não sei porque.

Não sei matematicamente dos estragos que a chuva causa. Não sei milimetricamente das coisas que a chuva faz. Mas, nesse meu devaneio de agora, penso que algo é fato: a chuva muda.

A chuva muda o buraco, muda as ladeiras, muda as esquinas, muda o céu, muda o seu humor, muda a sua roupa, muda o seu estado.

A chuva faz eu pensar no outro lado das coisas. Porque quando ela chega, nada fica igual. Tudo muda. Tudo muda. Tudo muda.

Adoro quando chove.

E pra guardar a lembrança da chuva...eu ponho os baldes na bica, para encher.
Os baldes cheios de chuva lavam, limpam, mudam.

O que era antes, com a chuva, não mais vai ser.
Adoro quando chove.
Chove, que eu adoro.

02/03/09

Inexplicável


Inexplicável o riso oculto do menino, o brilho que há fora de onde ele está, o brilho que há dentro do coração dele. Só ele sabe. Só ele sabe. E inexplicável é.
Inexplicável a conta que ele faz de cabeça, o português que ele sabe, a rosa que ele deu a mãe. Só ele fez. Só ele fez. E inexplicável é.
Inexplicável a bala que ele negou, a mordida que ele deu na irmã, a irmã que ele tem. Só ele vive. Só ele vive. E inexplicável é.
Inexplicável o gol que ele fez, as figurinhas que ele perdeu, o jogo que ele trocou. Só ele passou. Só ele passou. E inexplicável é.
Inexplicáveis as quedas que ele teve, os metiolates que ele enfrentou, os gessos que ele usou. Só ele usou. Só ele usou. E inexplicável é.
Inexplicável a dor que ele sentiu, o professora que ele odiou, o lanche que ele comprou. Só ele comeu. Só ele comeu. E inexplicável é.
Inexplicável o som que ele gosta, o brinquedo que ele tem medo, a pessoa que ele ama. Só ele sente. Só ele sente. E inexplicável é.
Inexplicável é a canção que ele cantou, a vergonha que ele passou, o som que ele curtiu. Só ele ouviu. Só ele ouviu. E inexplicável é.
Existe algo nesse menino, que só ele possui.
É ele, de verdade.
Ele, mais intensamente.
Ele, em sua totalidade.
Ele, que ele nem entende muito.
Mas, é só dele. Só dele. E inexplicável é.
Inexplicável é.

04/03/09