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quinta-feira, 28 de abril de 2011
De Música Nova

O senhor a via assim, daquele jeito...como se ela estivesse encantada com tão pouco. Era apenas um livro na prateleira! Mas, o que aquela garota via ali? Ela olhava fixamente para aquele livro velho, capa quase solta e ainda à venda. Somente ele sabia que há anos aquele livro estava ali...desejante de alguma coisa. Mas, como livros não desejam...
- Quanto custa?
Ele teve seus pensamentos aleatórios interrompidos pela pergunta-de-todo-dia.
- R$ 37.
- Hmmm...o senhor faria por R$ 70?
Como assim? pensou ele...
- Como assim?
- Quero comprá-lo por R$ 70.
- Não seria mais fácil a senhorita procurar um que seja desse preço?
- Talvez. Mas, quis experimentar assim, dessa vez...
Experimentar? Do quê essa menina está falando?!
- Experimentar?
- Sim. Posso ou não posso comprar por R$ 70?
- Bem, não!
Respondera, de pronto, mas sem nem ao menos saber, ao certo, o porquê da negação.
- Tudo bem. Adeus.
- Adeus.
- Quanto custa?
Ele teve seus pensamentos aleatórios interrompidos pela pergunta-de-todo-dia.
- R$ 37.
- Hmmm...o senhor faria por R$ 70?
Como assim? pensou ele...
- Como assim?
- Quero comprá-lo por R$ 70.
- Não seria mais fácil a senhorita procurar um que seja desse preço?
- Talvez. Mas, quis experimentar assim, dessa vez...
Experimentar? Do quê essa menina está falando?!
- Experimentar?
- Sim. Posso ou não posso comprar por R$ 70?
- Bem, não!
Respondera, de pronto, mas sem nem ao menos saber, ao certo, o porquê da negação.
- Tudo bem. Adeus.
- Adeus.
Ele quase não reflete acerca disso, mas parou e pensou: Adeus?! Mas, ela nem insistiu?! Agora ele sentia algo como raiva e dissabor...
"Pessoa estranha", pensou.
- Quanto custa?
Logo seu outro pensamento aleatório fora interrompido pela pergunta-de-toda-vez. E isso foi o dia todo, initerruptamente.
[...]
Depois da ultima venda do dia, ele voltou a esta quase-venda. Mas, que raios ele havia feito?! Não queria ele vender? E ela comprar? Por que ele não vendeu e ela não comprou? Ele se percebera tão incoerente...não teria aquela garota o direito de dar mais pelo livro, se ela queria dar mais?! E a paixão com a qual ela olhara o livro?! Por que não tivera ele considerado a paixão? O que ela faria com este livro? E por que ela aceitara, sem insistir, o não que ele tivera dado?! Perguntas agora já tão afoitas de ser respondidas... mas ele tinha certeza que, provavelmente, ele as teria, intactas e irrepreensíveis ainda por muito tempo.
Fechara o cebo. Naquele dia a venda fora tão ruim. Eram muitos "quanto custa?" e poucos "vou levar!". Sem contar, que ele não quis vender.
No caminho para casa, encontrara dona Daise. Senhora astuta, concisa e trabalhadora. Ela vendia bombons deliciosos. Armando os comprava todos os dias. Inclinou-se um pouco, para pegar o dinheiro no bolso da calça-do-dia e vira: estava sem um centavo seu. E não tiraria da venda da loja. Pensou em pedir para pagar mais adiante, no outro dia, quem sabe. Mas, lembrou da não-venda. Ora, se ele não deixara a garota comprar mais caro, queria agora comprar a preço de nada?! Essa analogia, na verdade, nem era tão lógica assim. Mas, esse questionamento de por que não ter vendido aquele livro não lhe deixava o pensamento.
[...]
Depois da ultima venda do dia, ele voltou a esta quase-venda. Mas, que raios ele havia feito?! Não queria ele vender? E ela comprar? Por que ele não vendeu e ela não comprou? Ele se percebera tão incoerente...não teria aquela garota o direito de dar mais pelo livro, se ela queria dar mais?! E a paixão com a qual ela olhara o livro?! Por que não tivera ele considerado a paixão? O que ela faria com este livro? E por que ela aceitara, sem insistir, o não que ele tivera dado?! Perguntas agora já tão afoitas de ser respondidas... mas ele tinha certeza que, provavelmente, ele as teria, intactas e irrepreensíveis ainda por muito tempo.
Fechara o cebo. Naquele dia a venda fora tão ruim. Eram muitos "quanto custa?" e poucos "vou levar!". Sem contar, que ele não quis vender.
No caminho para casa, encontrara dona Daise. Senhora astuta, concisa e trabalhadora. Ela vendia bombons deliciosos. Armando os comprava todos os dias. Inclinou-se um pouco, para pegar o dinheiro no bolso da calça-do-dia e vira: estava sem um centavo seu. E não tiraria da venda da loja. Pensou em pedir para pagar mais adiante, no outro dia, quem sabe. Mas, lembrou da não-venda. Ora, se ele não deixara a garota comprar mais caro, queria agora comprar a preço de nada?! Essa analogia, na verdade, nem era tão lógica assim. Mas, esse questionamento de por que não ter vendido aquele livro não lhe deixava o pensamento.
E, o bombom, ele pagaria depois...continuara sua discussão consigo mesmo. E a garota? A garota pagaria na hora e mais dinheiro ainda! Por que ele não havia aceitado?! Aquilo não saía de sua cabeça!
- Se decida, siô...vai um de cupuaçu?
- Não, não...
Não parara de pensar em por que não tivera vendido o livro com o preço acima do normal. Ele sabia. Havia achado muito diferente da parte dela não pedir um desconto, mas um mais-conto. E ele quisera ser igual. O de sempre.
- Não mesmo? Olha que eu fiz esse aqui de...
- Não mesmo, dona Daise. Hoje não.
Hoje não...pensou ele. E seguiu, caminhando. Estava na hora de ele se permitir ser diferente. Pra pagar a igualdade da não-venda, ficou com a diferença do não-bombom.
O livro até hoje paira nas prateleiras daquele cebo-do-homem-que-não-vendeu.
Mas, ao menos, aprendeu.
Agora, está de música nova.
E livros, ainda velhos. Mas, à venda.- Se decida, siô...vai um de cupuaçu?
- Não, não...
Não parara de pensar em por que não tivera vendido o livro com o preço acima do normal. Ele sabia. Havia achado muito diferente da parte dela não pedir um desconto, mas um mais-conto. E ele quisera ser igual. O de sempre.
- Não mesmo? Olha que eu fiz esse aqui de...
- Não mesmo, dona Daise. Hoje não.
Hoje não...pensou ele. E seguiu, caminhando. Estava na hora de ele se permitir ser diferente. Pra pagar a igualdade da não-venda, ficou com a diferença do não-bombom.
O livro até hoje paira nas prateleiras daquele cebo-do-homem-que-não-vendeu.
Mas, ao menos, aprendeu.
Agora, está de música nova.
[É que a gente insiste em querer que os outros ajam como agiríamos, façam o que faríamos e comprem ao preço que impusemos. De repente, vem a vida, e nos diz que tudo não gira ao nosso redor. Que nem sempre estamos certos em nossas conjecturas. Que nossas intuições falham. E nos joga no meio do abismo. O abismo da mudança. É até um bom abismo, às vezes. Se você precisar, hoje não compre bombons e venda livros ao preço solicitado . Mudar é morango com leite condensado.]
16/09/09
Dias Como Esses

Teclado ruim, visor fosco...mas, computador.
Em dias como esses, que conseguimos ver no velho mendigo a dor, a miséria, a infância pedinte, o sofrimento insípido, mas gente.
Em dias como esses, que conseguimos ver no velho mendigo a dor, a miséria, a infância pedinte, o sofrimento insípido, mas gente.
Em dias como esses, precisamos encontrar razões maiores.
A razão maior, por detrás da inabilidade das partes do computador, mesmo depois dos arranhões e da ação de qualquer um, é o que antecedeu sua criação: o desejo de que ele fosse útil.
Antes do visor fosco, existiu o sonho de um visor limpo, teclado deslizante, agilidade, praticidade. Computador.
Com gente, isso ainda fica mais profundo ainda. Isso, que estou tentanto falar desde o início. Isso, de se ver que pode existir em tudo uma essência boa.
O velho mendigo. Ele e suas dores. Por detrás dele, o sonho da mãe de poder alimentá-lo, supri-lo, vê-lo feliz. Se não...o sonho dele mesmo em ser diferente do que é.
Por detrás dessas maledicências todas que encaram o ser humano (não as que ele provoca, mas as que ele sofre, recebe), pode acreditar que existe algo de sonho.
Em dias como esses, que o mundo sofre e chora todos os dias...é saudável procurar o sonho das coisas nas coisas.
Procurar a arte, o belo.
Em dias como esses, que tantos se acomodam pelo meio das ruas, que a indelicadeza suprime o riso, que palhaços somos nós também, mediante um porção de irreverências políticas e sociais...
Em dias como esses, lembremos de quem nos criou.
Antes do visor fosco, existiu o sonho de um visor limpo, teclado deslizante, agilidade, praticidade. Computador.
Com gente, isso ainda fica mais profundo ainda. Isso, que estou tentanto falar desde o início. Isso, de se ver que pode existir em tudo uma essência boa.
O velho mendigo. Ele e suas dores. Por detrás dele, o sonho da mãe de poder alimentá-lo, supri-lo, vê-lo feliz. Se não...o sonho dele mesmo em ser diferente do que é.
Por detrás dessas maledicências todas que encaram o ser humano (não as que ele provoca, mas as que ele sofre, recebe), pode acreditar que existe algo de sonho.
Em dias como esses, que o mundo sofre e chora todos os dias...é saudável procurar o sonho das coisas nas coisas.
Procurar a arte, o belo.
Em dias como esses, que tantos se acomodam pelo meio das ruas, que a indelicadeza suprime o riso, que palhaços somos nós também, mediante um porção de irreverências políticas e sociais...
Em dias como esses, lembremos de quem nos criou.
E o sonho Dele.
Deus não quis nada disso de sombra que encanta esse mundo.
Deus quis o belo, a arte.
Deus quer de nós a pureza, a inocência, o cultivo das forças de bondade.
Deus quer que vejamos o olhar da criança que chora de fome e possamos, não apenas nos compadecer, mas também, nos implicar nisso e fazer algo...além de ver a flor no olhar dessa criança.
Deus não quis nada disso de sombra que encanta esse mundo.
Deus quis o belo, a arte.
Deus quer de nós a pureza, a inocência, o cultivo das forças de bondade.
Deus quer que vejamos o olhar da criança que chora de fome e possamos, não apenas nos compadecer, mas também, nos implicar nisso e fazer algo...além de ver a flor no olhar dessa criança.
A flor. Isso que desabrocha, isso que muda...e que, embora murche, continua sendo flor. Essa palavra bonita, que nos remete ao poético, ao amor, ao jardim.
Infelizmente, não conseguimos agir sempre.
Não sei, isso me dá impressão de um estar-de-mãos-atadas proposital. Porque, às vezes, podemos sim fazer mais pelo outro. E, simplesmente, não fazemos.
Mas, ao mesmo tempo, não esqueço das coisas de tantos quilômetros afora...as quais só podemos ver pela tv...parados, comendo fandangos e tomando coca.
É uma vida de perigos, a que vivemos hoje. De assaltantes, de sequestros, de corrupção, tapas aos pequenos.
E o que fazemos disso?
Gosto de pensar na habilidade que tem o pensar que, por detrás disso, há o sonho de Deus para esse mundo. Embora Seu reino não seja daqui. Mas, Deus deseja estar mais aqui. Nos corações, na mente, na conduta das pessoas.
Em dias como estes, que o mais importante é o menos importante...eu persisto em buscar o brilho.
Sabe o rosto infantil e triste do sertão nordestino?
Existe aí, lá no fundo, um sonho de ser melhor.
Você consegue ver?
E o que você faz com isso hoje?
Você já fez algo com isso alguma vez na vida?
Teclado ruim, visor fosco...mas, computador.
Velho medigo, doente, pedinte...mas, gente.
O computador, a gente joga fora.
As pessoas...
Bem, não se deve jogar.
Em dias como esses, é bom pensarmos na vida.
Em como vivemos...
Em como deixamos o outro viver.
Infelizmente, não conseguimos agir sempre.
Não sei, isso me dá impressão de um estar-de-mãos-atadas proposital. Porque, às vezes, podemos sim fazer mais pelo outro. E, simplesmente, não fazemos.
Mas, ao mesmo tempo, não esqueço das coisas de tantos quilômetros afora...as quais só podemos ver pela tv...parados, comendo fandangos e tomando coca.
É uma vida de perigos, a que vivemos hoje. De assaltantes, de sequestros, de corrupção, tapas aos pequenos.
E o que fazemos disso?
Gosto de pensar na habilidade que tem o pensar que, por detrás disso, há o sonho de Deus para esse mundo. Embora Seu reino não seja daqui. Mas, Deus deseja estar mais aqui. Nos corações, na mente, na conduta das pessoas.
Em dias como estes, que o mais importante é o menos importante...eu persisto em buscar o brilho.
Sabe o rosto infantil e triste do sertão nordestino?
Existe aí, lá no fundo, um sonho de ser melhor.
Você consegue ver?
E o que você faz com isso hoje?
Você já fez algo com isso alguma vez na vida?
Teclado ruim, visor fosco...mas, computador.
Velho medigo, doente, pedinte...mas, gente.
O computador, a gente joga fora.
As pessoas...
Bem, não se deve jogar.
Em dias como esses, é bom pensarmos na vida.
Em como vivemos...
Em como deixamos o outro viver.
Um Copo de Leite. Derramado.

Acho que hoje eu pude sentir o sentido do perdão. O sentido: a razão de as coisas acontecerem, o porquê daquilo, a direção que aquilo pode dar, o essencial do ato.
Às vezes, as pessoas nos magoam tanto, que é quase impossível perceber uma fresta de possibilidade de perdão. É como se elas tivessem gasto todo gás...e depois, quisessem vir atrás de assar um bolo. Não dá! Não dá! Acho que nosso coração grita mais ou menos isso. Não dá!
E a gente definitivamente não se vê conversando de novo com essa pessoa, ou sei lá...ao menos, oferecendo uma bala-de-alho.
Mas, se você tenta fazer diferente, passar pela dor, pela frustração, pela mágoa...se você não permite que essas coisas durem mais que o necessário (óbvio que precisamos de um tempo, pra vivenciar a consequência de um engano)...se você não ressente o já sentido...você consegue alcançar o verdadeiro sentido das coisas.
Às vezes, as pessoas nos magoam tanto, que é quase impossível perceber uma fresta de possibilidade de perdão. É como se elas tivessem gasto todo gás...e depois, quisessem vir atrás de assar um bolo. Não dá! Não dá! Acho que nosso coração grita mais ou menos isso. Não dá!
E a gente definitivamente não se vê conversando de novo com essa pessoa, ou sei lá...ao menos, oferecendo uma bala-de-alho.
Mas, se você tenta fazer diferente, passar pela dor, pela frustração, pela mágoa...se você não permite que essas coisas durem mais que o necessário (óbvio que precisamos de um tempo, pra vivenciar a consequência de um engano)...se você não ressente o já sentido...você consegue alcançar o verdadeiro sentido das coisas.
Conseguimos perceber que podemos nos curar de mágoas e que, parte disso, é dar a oportunidade de o outro ter uma nova chance. Chance de conversar de novo com você, de te mostrar, talvez, que mudou...enfim. Coisas assim.
Acho que tem gente que não vai mudar tão cedo, que há pessoas que nos magoaram e vão continuar nos magoando...mas, acho também que isso não deve ser nosso referencial.
Nosso referencial deve ser Cristo. Aquele que nos ensinou a história do "dar a outra face". Não em uma perspectiva sado-masoquista, mas no sentido de dizer: " Cara, você já me torrou a paciência, mas, vai lá, tudo bem! Te dou uma outra chance...te dou minha outra face. Quem sabe, dessa vez, você não me dê outro tapa".
Acho que as pessoas merecem uma nova chance. Nós também. E as coisas não precisam ser como eram antes. Na verdade, as coisas nunca são como eram antes. Todo dia, a vida é nova, brota como uma semente, que muda, a cada dia.
Acho que se o leite caiu, joga-se no lixo, limpa-se o local. Enfim, desconsidera-se o leite. Mas, o copo não precisa ficar inutilizável.
Que você possa, como eu, limpar o leite derramado...deixar o copo uns tempos no armário...mas, num dia qualquer, reutilizá-lo. Talvez, como recipiente de outra coisa, não de leite. Pela lembrança daquele um dia derramado e quente...que pode ter de causado uma bela marca no braço.
Que você possa perdoar. E ver o sentido bonito disso: viver o amor mais que os outros sentimentos. Ser mais de Deus, que dos outros. Isso tem o poder de nos fazer sentir um bem inexplicavelmente leve, brando, feliz.
Ah, sim...o copo é de plástico. Afinal, não somos de vidros. De plástico, também não. Mas, entre os dois, preferi o último, já que não quebra fácil.
Quando a gente erra, a gente não quebra. As coisas ficam e se transformam. Ou em mais erro ou no início de um acerto.
Quando a gente perdoa, a gente acredita que o outro sempre tem possibilidade de acertar. E mais: nos damos a chance de fazer isso, por meio do perdão.
Enfim, perdoar é lindo, embora penoso.
Acho que tem gente que não vai mudar tão cedo, que há pessoas que nos magoaram e vão continuar nos magoando...mas, acho também que isso não deve ser nosso referencial.
Nosso referencial deve ser Cristo. Aquele que nos ensinou a história do "dar a outra face". Não em uma perspectiva sado-masoquista, mas no sentido de dizer: " Cara, você já me torrou a paciência, mas, vai lá, tudo bem! Te dou uma outra chance...te dou minha outra face. Quem sabe, dessa vez, você não me dê outro tapa".
Acho que as pessoas merecem uma nova chance. Nós também. E as coisas não precisam ser como eram antes. Na verdade, as coisas nunca são como eram antes. Todo dia, a vida é nova, brota como uma semente, que muda, a cada dia.
Acho que se o leite caiu, joga-se no lixo, limpa-se o local. Enfim, desconsidera-se o leite. Mas, o copo não precisa ficar inutilizável.
Que você possa, como eu, limpar o leite derramado...deixar o copo uns tempos no armário...mas, num dia qualquer, reutilizá-lo. Talvez, como recipiente de outra coisa, não de leite. Pela lembrança daquele um dia derramado e quente...que pode ter de causado uma bela marca no braço.
Que você possa perdoar. E ver o sentido bonito disso: viver o amor mais que os outros sentimentos. Ser mais de Deus, que dos outros. Isso tem o poder de nos fazer sentir um bem inexplicavelmente leve, brando, feliz.
Ah, sim...o copo é de plástico. Afinal, não somos de vidros. De plástico, também não. Mas, entre os dois, preferi o último, já que não quebra fácil.
Quando a gente erra, a gente não quebra. As coisas ficam e se transformam. Ou em mais erro ou no início de um acerto.
Quando a gente perdoa, a gente acredita que o outro sempre tem possibilidade de acertar. E mais: nos damos a chance de fazer isso, por meio do perdão.
Enfim, perdoar é lindo, embora penoso.
É um copo de leite derramado.
[Texto sem melodia, sem desenho, nu...mas, verdadeiro. Porque foi exatamente o que eu senti.]
10/10/09
"Falta tanta coisa na minha janela..."
[...] como uma praia...". Diz uma música de Teatro Mágico.Hoje, parei pra pensar nas minhas prioridades. Na verdade, na minha dificuldade em tê-las. Na mais verdade ainda, na tristeza de ter de tê-las. Se a gente pudesse fazer tudo que quer...
E se pudéssemos sempre fazer o que queremos. Isso tudo é bem mesmo na base do "se".
Não sei, mas acho que esse fim de curso tá enbananando a minha cabeça.
Hoje me senti fazendo tudo e não fazendo nada.
Acho que uma hora ou outra na vida, a gente se sente assim...nem que seja numa escolha errada dos afazeres de domingo, no atrapalho de um dia infestado de desencontros, enfim...num bolo desse qualquer.
Hoje, me vi num bolo. Tendo de decidir se queria mesmo continuar sendo bolo ou se iria resolver ser gente...
Gente não faz tudo [Bolo também não, mas espero que você tenha entendido o declinar da analogia].
Gente não arca com tudo.
Gente prioriza.
Gente escolhe um, dois ou três. Mas, se escolher dez, vira bolo [Volto à analogia].
Hoje jogaram a decisão nas minhas mãos, como se joga uma bola a quem deve marcar ponto, em menos de 8 segundos.
Dói escolher. Vai-se uma porção de sonhos, sortes, livros, amigos, salas, contatos, leitores. Cada escolha, uma penca de menos. Menos um monte de coisa. E um monte de mais. Mais um monte e coisa. Só não dá pra ter tudo...
É, eu, nessa minha maluquice de querer abarcar o mundo com os olhos, preciso entender que chega num ponto que não dá mais.
Escolhi entender isso.
Lutar contra e agir de ré, é pior.
Você acaba achando que está fazendo tudo, sem fazer nada...
Talvez isso seja pior. Até porque beira a ilusão.
Hoje escolhi escolher melhor...
E aturar a dor das escolhas.
"[...] Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia [...]".
É que hoje, eu preferi uma viagem a Boston.
Escolher: faz parte.
Entre escolher não escolher e acabar escolhendo o pior, melhor escolher, baseando-se em uma escala de prioridades.
Tô aprendendo a ser gente assim...
Arranjando menos bolos pra mim.
Se você tiver assim, cheio...quase um bolo...vire gente. É melhor, porque é o que você é. O que nós somos.
Alguém que não possui prioridades, hora ou outra, vai ver que isso não é vida.
11/09
A.
A.
A.
A.
AAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
Não aguento mais! Estágio no hospital, estágio fora do hospital, relatório, paciente, neurose, psicose, professor, supervisor, supervisão, voluntariado, banco, conta, detran, livro, monografia, projeto, dúvida, cansaço, 7 horas da manhã, exigência, fofoca, pressão, agenda, horário, lisura, perdas, preparar certificados, fazer arte, organizar listas, entender, explicar, ouvir, calar, não pode, não faça, não grite, não gaste, não solte, não guarde, escolhas, buscas, esperas, abre porta, fecha porta. Entra e sai. AAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Se todos nós, uma vez ou mil vezes na vida, precisamos de um tempo pra parar, hoje é meu dia.
A.
A.
A.
AAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
Não aguento mais! Estágio no hospital, estágio fora do hospital, relatório, paciente, neurose, psicose, professor, supervisor, supervisão, voluntariado, banco, conta, detran, livro, monografia, projeto, dúvida, cansaço, 7 horas da manhã, exigência, fofoca, pressão, agenda, horário, lisura, perdas, preparar certificados, fazer arte, organizar listas, entender, explicar, ouvir, calar, não pode, não faça, não grite, não gaste, não solte, não guarde, escolhas, buscas, esperas, abre porta, fecha porta. Entra e sai. AAAA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Se todos nós, uma vez ou mil vezes na vida, precisamos de um tempo pra parar, hoje é meu dia.
A.
19/11/09
Você, não.

Ouvi outro dia: "o que te incomoda pode estar sempre ali, mas você não precisa estar".
Verdade.
Na iminência do novo ano, decido mudar de lugar.
Fabulosa a idéia humana de dividir o tempo dessa forma. Dias, meses, anos. E isso não é bom só pro comércio. Isso é bom pra alma. Uma sensação de recomeço, a cada 365 dias. Mesmo que, na prática, o primeiro dia do ano seja um como todos os outros, no coração, ele é outra coisa.
Tem quem não sinta isso.
Paciência.
Perdeu uma ótima oportunidade de se sentir...como eu diria...ah, é inexplicável!
E nessa onda, prometo deixar o que me incomoda lá, mas partir.
Nem sempre podemos soerguer pedras de toneladas.
Não com nossos míseros 55 ou 65 kg.
Nem com 70kg.
Nem que fiquem pedaços de mim...
Pedaços grandes.
Nem assim.
Nem assim, eu deixarei de mudar.
2010, eu já te aguardo.
Respirando, desde hoje, ventos que me levarão a ser outra...
Mesmo ainda eu.
As coisas sempre estarão no mesmo lugar, mas você não precisa estar.
Você, não.
Verdade.
Na iminência do novo ano, decido mudar de lugar.
Fabulosa a idéia humana de dividir o tempo dessa forma. Dias, meses, anos. E isso não é bom só pro comércio. Isso é bom pra alma. Uma sensação de recomeço, a cada 365 dias. Mesmo que, na prática, o primeiro dia do ano seja um como todos os outros, no coração, ele é outra coisa.
Tem quem não sinta isso.
Paciência.
Perdeu uma ótima oportunidade de se sentir...como eu diria...ah, é inexplicável!
E nessa onda, prometo deixar o que me incomoda lá, mas partir.
Nem sempre podemos soerguer pedras de toneladas.
Não com nossos míseros 55 ou 65 kg.
Nem com 70kg.
Nem que fiquem pedaços de mim...
Pedaços grandes.
Nem assim.
Nem assim, eu deixarei de mudar.
2010, eu já te aguardo.
Respirando, desde hoje, ventos que me levarão a ser outra...
Mesmo ainda eu.
As coisas sempre estarão no mesmo lugar, mas você não precisa estar.
Você, não.
23/11/09
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